sexta-feira, 6 de julho de 2012

Carlos Reichenbach

Morreu na tarde desta quinta-feira (14/6) em São Paulo o cineasta brasileiro Carlos Reichenbach. Diretor consagrado de mais de 20 filmes, entre eles “Sede de Amar” (1979), “Amor, Palavra Prostituta” (1982), “Dois Córregos” (1999) e “Garotas do ABC” (2003), Carlão, como era conhecido, surgiu em meio ao cinema marginal e à Boca do Lixo paulistana e se tornou uma referência no cinema nacional, a ponto de receber uma mostra especial no Festival de Roterdã, na Holanda, na década de 1980.

O diretor sofreu uma parada cardíaca, não resistiu e faleceu a caminho da Santa Casa de Misericórdia. Ele completou 67 anos no dia de sua morte, e a forma súbita com que se foi abalou a comunidade cinematográfica nacional. “Tenho muito respeito por sua obra e pelos riscos que correu. Sempre gostou de surpreender. Além de cineasta, era um grande cinéfilo. Era sempre um prazer falar com ele sobre filmes”, lamentou o diretor Cacá Diegues (“O Maior Amor do Mundo”).

Morreu na tarde desta quinta-feira (14/6) em São Paulo o cineasta brasileiro Carlos Reichenbach. Diretor consagrado de mais de 20 filmes, entre eles “Sede de Amar” (1979), “Amor, Palavra Prostituta” (1982), “Dois Córregos” (1999) e “Garotas do ABC” (2003), Carlão, como era conhecido, surgiu em meio ao cinema marginal e à Boca do Lixo paulistana e se tornou uma referência no cinema nacional, a ponto de receber uma mostra especial no Festival de Roterdã, na Holanda, na década de 1980.

O diretor sofreu uma parada cardíaca, não resistiu e faleceu a caminho da Santa Casa de Misericórdia. Ele completou 67 anos no dia de sua morte, e a forma súbita com que se foi abalou a comunidade cinematográfica nacional. “Tenho muito respeito por sua obra e pelos riscos que correu. Sempre gostou de surpreender. Além de cineasta, era um grande cinéfilo. Era sempre um prazer falar com ele sobre filmes”, lamentou o diretor Cacá Diegues (“O Maior Amor do Mundo”).



Carlos Reichenbach e a equipe de As Prostitutas do Dr. Alberto, na Boca do Luxo

“Ele foi um grande amigo, sempre pude contar com ele. A notícia de sua morte me deixou muito chateado”, comentou José Mojica Marins, o Zé do Caixão. O diretor Heitor Dhalia (“12 Horas”) ressaltou a paixão de Reichenbach pelo cinema brasileiro. “Tive um contato muito próximo e muito rápido, mas uma coisa me chamou muita atenção: ele era um cara extremamente generoso, era um torcedor do cinema brasileiro, torcia pelos filmes de todo mundo, não só pelos dele. Isso é raro nessa área, em que a competição é muito grande.”

“Perdemos um amigo, um camarada generoso e entusiasmado. Nunca vou me esquecer de suas palavras emocionantes e emocionadas num texto sobre meu primeiro filme, ‘Um Céu de Estrelas’ (1996)”, declarou Tata Amaral. A atriz Betty Faria, que trabalhou com Carlão em “Anjos do Arrabalde” (1987) e “Bens Confiscados” (2004) lamentou a perda do amigo. “Ele era um grande mestre, conhecia profundamente o cinema. Foi com ele que ganhei o meu primeiro Kikito (prêmio do Festival de Cinema de Gramado)”.





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